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Mostrando postagens de março, 2026

Diagrama de Ishikawa- Entre o potencial e a prática: os entraves da integração das tecnologias digitais no ensino.

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         No diagrama de Ishikawa apresentado, o tema central: Implementação Instrumental das Tecnologias Digitais, refletimos o ensino, a aprendizagem e, sobretudo, o papel que atribuímos às tecnologias nesse cenário, de acordo com os diferentes eixos abaixo com suas causas, subcausas e persepectivas técnicas. ▪DOCENTES – Formação insuficiente Subcausa: Foco na transmissão Perspectivas técnicas: Instrucionismo / Behaviorismo: compreensão do ensino como transmissão de conteúdo.   Baixa integração ao TPACK: ausência de articulação entre tecnologia, pedagogia e conteúdo. Modelo SAMR (nível Substituição): uso da tecnologia apenas para replicar práticas tradicionais.   ▪ESTUDANTES – Passividade dos alunos Subcausa: Recepção de conteúdos Perspectivas técnicas:   Aprendizagem passiva (instrucionista): estudante como receptor. Ausência de abordagem construtivista: pouca valorização da construção ativa do conhecim...

Fundamentos Teóricos das tecnologias digitais

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           Ao longo das leituras e discussões propostas, fui atravessada por uma indagação importante: afinal, o que realmente significa integrar tecnologias digitais na educação? Durante muito tempo, o uso desses recursos pareceu suficiente quando associado à organização de materiais em ambientes virtuais — verdadeiros repositórios de arquivos. No entanto, essa prática, embora comum, revela uma concepção ainda limitada de ensino e aprendizagem.      Percebo que esse uso instrumental da tecnologia se ancora em uma lógica transmissiva e instrucionista, na qual o conhecimento é tratado como algo pronto, a ser disponibilizado e acessado pelos estudantes. Nessa perspectiva, pouco se altera na dinâmica pedagógica, mesmo com a presença de recursos digitais. Como problematiza José Armando Valente , trata-se, muitas vezes, de uma simples transposição do modelo tradicional para o ambiente digital. A tecnologia, nesse caso, assume um papel secundári...

Muito além da tecnologia....

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              Entre telas, dados e conexões que atravessam o nosso cotidiano quase sem pedir licença, escrever sobre educação hoje é tentar compreender um mundo em constante reinvenção. Não se trata apenas de falar de tecnologias, mas de reconhecer como elas reposicionam o aprender, o ensinar e até o nosso modo de estar no mundo. Neste espaço, parto de inquietações que me acompanham como doutoranda: quem realmente se beneficia dessas transformações? O que estamos, de fato, chamando de inovação? E, sobretudo, como manter o sentido humano da educação em meio a algoritmos, redes e fluxos de informação que nunca param?   Podcast: https://open.spotify.com/episode/01SzLFIUwhZDgQaCpLqENk?si=Qk1hlcPfRBS0D-OCl9xvCw    Referências: CASTELLS, M. A revolução da tecnologia da informação. In:_______. A  sociedade em rede . São Paulo: Paz e Terra, 1999. CASTELLS, M. A economia informacional e a sociedade em rede. In:_______.  A socie...

**Tecnologia, TIC e TDIC: afinal, o que estamos mesmo discutindo?**

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    **Tecnologia, TIC e TDIC: afinal, o que estamos mesmo discutindo?**   Ao longo do meu percurso como doutoranda, venho sendo atravessada por uma percepção cada vez mais necessária: falar de tecnologia na educação não pode se limitar a falar de ferramentas. As leituras de Álvaro Vieira Pinto foram decisivas para esse deslocamento. Com ele, passei a entender tecnologia como uma construção profundamente humana, histórica e social. Ela não surge do nada, nem é neutra. Ao contrário: carrega interesses, valores e expressa as formas como nos organizamos e produzimos a vida em sociedade. Isso muda completamente o lugar da tecnologia na educação. Quando entramos no campo das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), como discutem Joseph Straubhaar e Robert LaRose, percebemos o quanto os meios de comunicação ampliaram nossas possibilidades de interação e acesso à informação. Mas, na prática, isso me leva a uma pergunta que insiste em ficar: ter mais acesso signifi...