Interação, interatividade e design na aprendizagem digital.
Olá pessoal!!!Hoje vamos falar um pouco sobre o tema: Interfaces digitais e Interatividade.
Nos textos analisados os mesmos, apresentam uma convergência ao destacarem que a aprendizagem em ambientes digitais vai muito além do uso de tecnologias, sendo resultado da articulação entre dimensões pedagógicas, tecnológicas e sociais.
Os conceitos de interação e interatividade, conforme discutido por Pimentel (2013), ficam claros quando estabelece que a interação é a relação entre os sujeitos, mediada por processos comunicacionais escritos, gestuais ou orais, reforçando os a inter-relação e o ambiente como em salas de aulas virtuais, AVA, blogues, fóruns e que a interatividade é uma ação humana sobre a máquina, recebendo em troca uma realimentação, ou seja, uma relação homem-homem mediada por computador.
Bortolás e Vieira (2014), complementam que a interatividade representa a dimensão tecnológica que possibilita a participação ativa do usuário, influenciando diretamente sua experiência.
Rodrigues e Santos (2019) e Passos (2009; 2012), no campo do design, evidenciam que a interface digital atua como mediadora da informação e da aprendizagem, sendo essencial que sua construção considere aspectos pedagógicos, usabilidade e organização da informação. Nesse sentido, a metodologia Interad se destaca como uma proposta estruturada para o desenvolvimento de interfaces educacionais.
Ampliando essa discussão, Dlamini (2023) enfatiza que a aprendizagem digital também depende da autoeficácia no uso da internet e das condições de inclusão digital, evidenciando que a interatividade só se concretiza plenamente quando há acesso e competências digitais. Por fim, Kümmel et al. (2020) demonstram que a forma de avaliar a aprendizagem nesses ambientes varia conforme a perspectiva adotada, seja de forma individual ou social, reforçando a complexidade desse campo.
De forma integrada entre os autores, para uma qualidade da aprendizagem digital, é preciso uma articulação entre interação, interatividade, design de interfaces, inclusão digital e formas de avaliação, configurando em um ecossistema educacional dinâmico e multifacetado.
Deste modo, o PBL sobre as interfaces digitais e interatividade proporcionou várias reflexões nas quais indagamos: se um ensino a distância (EAD) proporciona na sua maioria interação entre os alunos e entre alunos-professores? Se realmente as plataformas de ambientes virtuais tem um design motivacional, de fácil manuseio e de materiais didáticos relevantes e adequados para um melhor aprendizado?
Compartilho então hoje as respostas das tarefas do PBL 7 e que nos bastidores confesso que uma experiência desafiadora, reveladora e satisfatória ao final da tarefa: a criação de uma interface para minha disciplina e o desenvolvimento de um protótipo no Lovable.
Ao longo do processo, percebi que projetar uma interface educacional vai muito além da estética ou da técnica. Trata-se, essencialmente, de pensar como o estudante vai viver aquela experiência de forma motivacional, acessível, interativa e que provoque uma interação mútua e colaborativa com os colegas e com o professor.
Ao construir o protótipo, comecei a me questionar: essa interface convida à interação? Ela orienta ou confunde? Ela aproxima ou distancia o estudante do conhecimento? Essas perguntas mudaram completamente meu olhar.
O uso do Lovable foi particularmente interessante porque me permitiu visualizar, de forma concreta, aquilo que muitas vezes fica apenas no plano teórico. Organizar espaços de interação, pensar em fóruns, chats e navegação me fez entender, na prática, o papel da interface como mediadora da aprendizagem.
Outro ponto marcante foi perceber que pequenas decisões, como a disposição de um botão ou a clareza de uma instrução, podem impactar diretamente o engajamento. A interface não é neutra. Ela conduz, provoca, orienta.
Seguimos experimentando, errando, ajustando… e aprendendo!!!
Vamos as tarefas da dupla de Alexsandra e Ricardo:
ETAPA 1:
Nesta etapa ao escolher a IA generativa Chat GPT coloquei o seguinte prompt:
“Quero planejar uma atividade colaborativa para uma disciplina de graduação em Fisioterapia: Saúde do Adulto 1 com eixo em fisioterapia neurofucional. O objetivo é trabalhar o tema Fisioterapia Neurofuncional no AVC usando interfaces digitais em um ambiente virtual de aprendizagem.”
Escolhi essa disciplina porque participo juntamente com outros docentes na Uncisal e sou responsável pelo eixo de Fisioterapia Neurofuncional. Gostei muito do resultado da resposta e corrigi poucas coisas, além da imagem gerada de uma interface digital.
ETAPA 2:
Roteiro final gerado e corrigido:
Proposta de Atividade Colaborativa
Disciplina: Saúde do Adulto I
Tema: Fisioterapia Neurofuncional no AVC
Modalidade: Online (Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA)
Duração sugerida: 1 a 2 semanas
Objetivo Geral
Promover a construção colaborativa do conhecimento sobre a atuação da fisioterapia neurofuncional no AVC, articulando teoria, raciocínio clínico e tomada de decisão com o uso de interfaces digitais.
Objetivos Específicos
- Compreender os déficits neurológicos decorrentes do AVC ;
- Analisar casos clínicos reais ou simulados ;
- Desenvolver raciocínio clínico em fisioterapia neurofuncional ;
- Utilizar ferramentas digitais para produção colaborativa;
- Estimular autonomia, comunicação e trabalho em equipe .
Metodologia: Aprendizagem Baseada em Problemas + Colaboração Digital
A atividade pode ser estruturada em 4 etapas:
1. Situação-problema (gatilho inicial)
Apresente um caso clínico interativo no AVA(caso clínico de um paciente):
Caso: Paciente pós-AVC isquêmico, hemiparesia à direita, dificuldade de equilíbrio e marcha, 3 meses de evolução.
💡 Ferramentas: vídeo gravado ou fórum.
2. Formação de grupos e investigação
- Dividir a turma em grupos (3–5 estudantes)
- Cada grupo será responsável por investigar:
- Avaliação neurofuncional
- Objetivos terapêuticos
- Plano de intervenção fisioterapêutica
- Tecnologias aplicadas (ex: realidade virtual, biofeedback)
💡 Ferramentas: Google Docs collaborative editor.
3. Produção colaborativa digital
Cada grupo deverá construir um produto digital, por exemplo:
- Plano terapêutico estruturado
- Mapa conceitual interativo
- Vídeo explicativo (simulação de atendimento)
- Infográfico clínico
💡 Ferramentas: Canva .
4. Socialização e discussão crítica
- Postagem dos trabalhos no AVA
- Cada grupo comenta em pelo menos 2 trabalhos de colegas
- Mediação do professor com feedback orientador
💡 Ferramentas: Fórum do AVA.
Avaliação:
Critérios:
- Consistência científica (conteúdo sobre AVC e fisioterapia neurofuncional)
- Raciocínio clínico
- Qualidade da produção digital
- Colaboração (participação no grupo e interações)
- Capacidade crítica nos comentários
ETAPA 3:
Imagem-base do protótipo
ETAPA 4:
Protótipo gerado pelo lovable.dev em que o prompt dado foi solicitado um ambiente virtual da disciplina de Saúde do adulto 1 com eixo Neurofuncional de forma dinâmica, interativa, colaborativa, intuitiva e motivacional. O resultado que achei muito interessante, após algumas edições, está no link abaixo:
https://neuro-stride-connect.lovable.app
Bibliografia básica :
PIMENTEL, Fernando Silvio Cavalcante. Uma visão múltipla da interação em direção à tutoria. In: PIMENTEL, Fernando Silvio Cavalcante. Interação on-line: um desafio da tutoria: educação a distância e educação online 1. Maceió: EDUFAL, 2013. p. 25-50.
RODRIGUES, Laudiceia Lino de Alencar; SANTOS, Marcelo dos. Construção de interfaces digitais para usuários de ambientes virtuais de aprendizagem: um estudo dos requisitos na perspectiva da Ciência da Informação. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 28., 2019, Vitória. Anais [...]. Vitória: FEBAB, 2019. Disponível em: <https://portal.febab.org.br/cbbd2019/article/view/2230/2231>. Acesso em: 01 maio 2026.
BORTOLÁS, Natália Ordobás; VIEIRA, Milton Luiz Horn. Uma abordagem sobre os conceitos de interatividade e sua relação com o design. Arcos Design, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 81-101, 2014. Disponível em <https://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/arcosdesign/article/view/9996>. Acesso em: 01 maio 2026.
PASSOS, Paula Caroline Schifino Jardim; BEHAR, Patricia Alejandra. Metodologia para design de interfaces digitais para educação. InfoDesign: Revista Brasileira de Design da Informação, São Paulo, v. 9, n. 1, p. 1-9, 2012. Disponível em: <https://www.infodesign.org.br/infodesign/article/download/108/99/407>. Acesso em: 01 maio 2026.
PASSOS, Paula Caroline Schifino Jardim. Interad: interfaces interativas digitais aplicadas à educação. 2009. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. Disponível em: <https://lume.ufrgs.br/handle/10183/164471>. Acesso em: 01 maio 2026
Bibliografia complementar :
DLAMINI, Reuben. Interactivity, the heart and soul of effective learning: the interlink between internet self-efficacy and the creation of an inclusive learning experience. South African Journal of Higher Education, Stellenbosch, v. 37, n. 2, p. 77-92, 2023. DOI: 10.20853/37-2-5105. Disponível em: <https://www.scielo.org.za/scielo.php?pid=S175359132023000200005&script=sci_abstract&tlng=en>. Acesso em: 01 maio 2026.
KÜMMEL, Eva; MOSKALIUK, Johannes; CRESS, Ulrike; KIMMERLE, Joachim. Digital learning environments in higher education: a literature review of the role of individual vs. social settings for measuring learning outcomes. Education Sciences, Basel, v. 10, n. 3, artigo 78, 2020. Disponível em: <https://www.mdpi.com/2227-7102/10/3/78>. Acesso em: 01 maio 2026.
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