Design de atividades didáticas mediadas por tecnologias: "desafio da professora Helena".
Olá !!!Hoje escrevo sobre as leituras do PBL 9 relacionado a Design de atividades didáticas mediadas por tecnologias e que ao final do texto tem o link do framework construido pelo grupo de estudo e postado no blog do colega Elenildo, assim como as respostas das perguntas do PBL em que se trata do desafio da professora Helena.
Segundo Elaine Hayashi e Maria Cecília Baranauskas (2013), relata que o design precisa considerar as experiências humanas e os afetos envolvidos nos usuários, tornando essa perspectiva com uma abordagem participativa e humanizada da tecnologia. Cita também que como a afetividade não pode ser “programada” diretamente em um sistema, proporciona a solução de que o design crie condições para favorecer interações afetivas significativas, promovendo acolhimento, pertencimento, motivação e engajamento. No estudo de Posada (2015), há um diálogo com o termo afetividade em que o autor defende que as tecnologias educacionais devem promover sentimentos de acolhimento, conforto, alegria e pertencimento.
Para Koehler, Mishra e Cain (2013), o modelo TPACK (Technological Pedagogical Content Knowledge), traduzido como Conhecimento Tecnológico, Pedagógico e de Conteúdo, propõe que o professor precisa articular diferentes tipos de conhecimentos para utilizar tecnologias de maneira pedagógica e significativa no ensino. Ressalta que a integração tecnológica exige mudanças na prática pedagógica e no papel do professor, que passa a atuar como mediador da aprendizagem em ambientes digitais e colaborativos. Nesse artigo existe a citação do framework que contribui especialmente para estudos que investigam competências digitais docentes e planejamento de práticas educativas mediadas por tecnologia, ressaltando a importância da atividade final do PBL da disciplina em que foi construído um framework.
Ainda no contexto do modelo TPACK, no artigo de Alivi (2019), há uma apresentação de uma revisão teórica sobre dois importantes modelos de integração tecnológica na educação: o TPACK e o SAMR. A autora destaca que, no ensino de línguas, as tecnologias possuem um papel ainda mais relevante do que em outras áreas, pois favorecem práticas comunicativas, interação social, acesso a materiais autênticos e desenvolvimento das quatro habilidades linguísticas: leitura, escrita, escuta e fala e cita os recursos digitais em que também utilizamos na disciplina do doutorado de tecnologias do ensino como: YouTube; podcasts; blogs; redes sociais; plataformas educacionais; videoconferências; aplicativos de idiomas; ambientes virtuais de aprendizagem para que os estudantes tenham experiências mais dinâmicas e contextualizadas de aprendizagem no caso do artigo de forma linguística. Para o modelo SAMR (Substitution, Augmentation, Modification, Redefinition), criado por Ruben Puentedura, a autora relata que esse modelo é apresentado como uma estrutura para avaliar os níveis de integração tecnológica nas práticas pedagógicas e que é organizado em quatro níveis progressivos: Substituição; Ampliação; Modificação e Redefinição.
Na plataforma educacional PowerScholl (2025), indicado como referência complementar, mostra uma estrutura do TPACK com imagens bem interessantes, frameworks e reforça que a aprendizagem depende principalmente da qualidade da mediação pedagógica e da integração entre tecnologia e objetivos educacionais. Outro aspecto importante é que o professor precisa considerar vários aspectos como: perfil dos estudantes; objetivos de aprendizagem; contexto sociocultural; recursos disponíveis; especificidades do conteúdo. Diante disso, o modelo TPACK é uma ferramenta importante para orientar professores na construção de práticas pedagógicas inovadoras, críticas e contextualizadas e o uso do framework contribui para que as tecnologias digitais sejam utilizadas de maneira significativa, favorecendo experiências de aprendizagem mais colaborativas, interativas e centradas no estudante.
No capítulo do livro em que Lima e Viana (2018) escrevem, ressalta-se a importância das TDIC e que as escolas não podem ficar distantes desse avanço visto que os estudantes estão inseridos em uma cultura digital marcada pela conectividade, rapidez da informação, interatividade e múltiplas formas de comunicação, tornando o uso da tecnologia uma necessidade pedagógica e social. O uso das TDIC precisa estar associado a objetivos educacionais claros e a estratégias metodológicas coerentes, pois, se utilizadas sem planejamento pedagógico, elas podem apenas reproduzir modelos tradicionais de ensino, sem promover mudanças significativas na aprendizagem. Outro ponto muito interessante é sobre a ressignificação das práticas pedagógicas dos professores através dos processos permanentes de atualização profissional.
No livro de Rêgo e Lima (2010), há uma exposição de que a educação é um processo contínuo de formação humana e social, não se limitando à transmissão de conteúdos, mas envolvendo a construção de valores, conhecimentos, atitudes e práticas sociais. Além disso, no processo de ensino-aprendizagem o professor é um mediador da aprendizagem, responsável por organizar situações didáticas que favoreçam diálogo, reflexão, participação e desenvolvimento crítico dos alunos. As autoras também abordam que o planejamento pedagógico, é de muita importância para a organização das práticas educativas, orientando objetivos, conteúdos, metodologias, recursos e formas de avaliação, ressaltando que o planejamento deve considerar o contexto social, cultural e educacional dos estudantes. No que se refere à avaliação da aprendizagem, a obra propõe uma visão formativa e processual, sendo então uma avaliação contínua, diagnóstica e reflexiva.
Coll e Monereo (2010), dialoga com os autores acima em que ressalta que a aprendizagem virtual é um processo social, interativo e mediado culturalmente, no qual as tecnologias digitais podem favorecer práticas pedagógicas mais colaborativas, reflexivas e centradas no estudante e que o sucesso dessas experiências depende da qualidade da mediação pedagógica, das interações sociais e da organização didática dos ambientes virtuais de aprendizagem. Exemplos como fóruns, chats, atividades colaborativas e espaços de discussão são apresentados como ferramentas que favorecem a interação social e o desenvolvimento cognitivo.
Segundo Mercado, 2009, no texto de integração de mídias nos espaços de aprendizagem há uma abordagem da importância da educação on-line e dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), em que esses ambientes são compreendidos como espaços de interação, comunicação e construção coletiva do conhecimento e que podem favorecer práticas colaborativas, aprendizagem em rede e compartilhamento de experiências, desde que organizados pedagogicamente de forma significativa. O autor enfatiza ainda que as mídias possuem forte influência na formação cultural e social dos estudantes, de forma que os estudantes se tornem capacitados parra interpretar, questionar e produzir conteúdos midiáticos.
De forma geral os autores deste PBL dialogam com os conceitos de mediação pedagógica, modelos em que devem estruturar as práticas pedagógicas mediadas por tecnologias digitais, colocando o estudante no papel ativo na construção da aprendizagem. Além disso, um reforço importante da afetividade no processo de aprendizagem com a motivação, o pertencimento e o engajamento do estudante e do docente para um processo de ensino-aprendizagem de melhor qualidade.
Referências:
HAYASHI, E. C.S.; BARANAUSKAS, M. C. C. “Affectibility” and Design Workshops: Taking actions towards more sensible design. Proceedings of the 12th Brazilian Symposium on Human Factors in Computing Systems. Porto Alegre, 2013. p. 3-12. Disponível em: https://dl.acm.org/doi/epdf/10.5555/2577101.2577106. Acesso em: 15 maio 2026.
KOEHLER, M. J.; MISHRA, P.; CAIN, W. What is Technological Pedagogical Content Knowledge (TPACK)? Journal of Education, 2013. Disponível em: https://www.matt-koehler.com/publications/Koehler_et_al_2013.pdf. Acesso em: 15 maio 2026.
LIMA, I. P.; VIANA, M. A. P. Prática docente com uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação: possibilidades e limites. In: MERCADO, L. P. L.; VIANA, M. A. P.; PIMENTEL, F. S. C. (Org.) Estratégias Didáticas e as TIC: ressignificando as práticas na sala de aula. Maceió: Edufal, 2018.
POSADA, Julián Esteban Gutiérrez. Interfaces Tangíveis e o Design de Ambientes Educacionais para Co-construção de Narrativas. Tecnologias, Sociedade e Conhecimento, Campinas, v. 3, n. 1, p. 104-107, dez. 2015. Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/ojs/. Acesso em: 15 maio 2026.
RÊGO, Luciane Borges do; LIMA, Maria Vitória Ribas de Oliveira. Didática. Recife: Editora da Universidade de Pernambuco (UPE), 2010. p. 44. Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/204082/2/Livro%20Didatica.pdf. Acesso em: 15 maio 2026.
Complementar:
COLL, César; MONEREO, Carles (orgs.). Parte II: Fatores e processos psicológicos envolvidos na aprendizagem virtual: um olhar construtivista. In: COLL, César; MONEREO, Carles (orgs.). Psicologia da educação virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 97-136.
THE TPACK Framework Explained (With Classroom Examples). PowerSchool, [s. l.], 20 abr. 2025. Disponível em: https://www.powerschool.com/blog/the-tpack-framework-explained-with-classroom-examples/. Acesso em: 15 maio 2026.
MERCADO, Luís Paulo Leopoldo (org.). Integração de mídias nos espaços de aprendizagem. In: MERCADO, L. P. L. (Org.). Em Aberto. Brasília: INEP, v. 1, n. 1, 2009. Disponível em:http://www.emaberto.inep.gov.br. Acesso em: 15 maio 2026.
ALIVI. Justisinta. A Review Of Tpack And Samr Models: How Should Language Teachers Adopt Technology? Journal of English for Academic and Specific Purposes (JEASP), 2019.Disponível: https://www.researchgate.net/publication/338090115_A_REVIEW_OF_TPACK_AND_SAMR_MODELS_HOW_SHOULD_LANGUAGE_TEACHERS_ADOPT_TECHNOLOGY. Acesso em: 15 de maio de 2026.

Olá Larissa, tudo bem? Conseguiu entrar no ritmo da disciplina? Estudar e desenvolver este PBL mudou algo em sua perspectiva em relação às tecnologias em sala de aula?
ResponderExcluirOlá professor!! A cada segunda sinto que entro mais no ritmo da disciplina e com os PBLs também. Nem sempre as tividades finais são tranquilas de fazer mas literalmente a cada segunda me sinto desafiada a melhorar, conhecer e aprender novos conhecimentos que ficam ancorados para os próximos . O que é muito interessante também é que um PBL tem relação com o outro e que as leituras também são complementares aos conteúdos dos PBLs. Sobre o dia de hoje que achei bem interessante postei no meu blog.
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