Reflexão do caminho final da disciplina!
Olá boa noite. Hoje o que venho escrever é sobre o final da disciplina de Tecnologias do Ensino do programa do doutorado RENOEN. Amanhã será o último dia da disciplina e que vai deixar saudades as segundas feiras tardes pela riqueza de aprendizados e discussões, e por dizer também pelos desafios apresentados a cada atividade final dos PBL’s. Vou narrar um pouco sobre as minhas percepções sobre os PBL’s em que como forma de metodologia ativa foram abordados muitos conceitos interessantes que vivenciamos como as discussões em grupo na sala, a aprendizagem baseado num problema real em que era sempre sobre um tema específico da disciplina mas que a cada PBL seguinte, as referências dos assuntos eram inter-relacionados e acrescentados gerando mais conhecimentos sobre as tecnologias do ensino. Acredito que todo o desafio para mim foi a técnica dos instrumentos solicitados das atividades finais. Umas aparentemente fáceis, mas como não tinha realizado acabaram que por ser novidade para minha produção e eu apresentei dificuldades. Essas dificuldades mesmo com a ansiedade e pouco tempo para realiza-las eu consegui vencer os desafios. Hoje fico revendo e relembrando as atividades de cada segunda e tenho a conclusão que foi preciso tudo que vivi para gerar um aprendizados importantes e reflexões profundas. O uso das tecnologias depende de vários fatores, mas que principalmente tenha uma intencionalidade pedagógica, que o conhecimento teórico seja a base para o uso técnico. Não adianta usar tecnologia ou ser inovador sem o fundamento teórico substancial para entender e utilizar a tecnologia sobre um determinado assunto da sua área de ensino e que você como docente queira que o aluno aprenda, construa seu processo de aprendizagem.
Na minha vida prática de docente, eu mudei todas as minhas aulas para meus alunos de graduação em Fisioterapia depois dessa disciplina. Já fiz outras atividades como o podcast para outra disciplina do doutorado, gostei de fazer e pretendo continuar numa série de podcasts sobre o SUS na Fisioterapia. Elaborei um roteiro de vídeo para um vídeo de curta duração, um guia didático e um infográfico para uma disciplina em que a atividade final era para construir um produto educacional. Aprendi muito também sobre a necessidade de estudar e entender as bases epistemológicas que fundamentam o uso da tecnologia de várias formas e contextos educacionais. Nessas mudanças das aulas tenho percebido ainda que subjetivamente a mudança do processo de ensino-aprendizagem e que com mais estudos estarei no processo de melhoria cada vez das aulas para a graduação.
Ressalto também as ricas discussões com os integrantes da disciplina, principalmente os colegas educadores pedagogos em que ficava admirada com a riqueza de fundamentos em que nós profissionais da saúde não somos formados para isso. Entretanto sempre tive inquietações de como ser uma melhor professora para meus alunos e fui atrás de capacitações, cursos e formação strictu-senso para o ensino. O meu mestrado foi em ensino na saúde mas ainda com uma formação de ensino mais específica para a saúde. O programa RENOEN é diferente, porque o contexto da formação em ensino é no geral, abordando o ensino para todas as áreas e com fundamentos pedagógicos da área de educação também.
Outro ponto importante foi o uso da IA, mesmo que não diretamente abordado na disciplina, mais que com os colegas e com o uso gradativo de uma tecnologia que não utilizava, despertou interesses para capacitações de uso correto e adequado. Só nesses 5 meses fiz duas capacitações sobre o uso de IA.
Nos
portfólios ficou registrado a evolução das respostas sobre os assuntos, quando
li o primeiro e comparei com o atual, percebo a diferença e a evolução do aprendizado.
O que faria diferente é se o meu tempo fosse maior, seria para a maior dedicação
à disciplina, estudando mais por outras fontes além das referências. Sobre as atividades em grupo, a
proposta foi muito boa mas nos dois PBL’s em que precisou do consenso para a
atividade final, não foi muito bom porque as pessoas não conseguiam se encontrar
ou marcar reunião para alinhamento da tarefa, devido a dificuldade do tempo de
cada um. O ritmo das atividades para mim foi intenso pois acredito que como paguei
mais duas disciplinas, houve a necessidade de realizar mais atividades além dos
dois vínculos de trabalho em que possuo. Algumas duplas, também dos PBL’s, foram
mais atuantes na mediação e facilitação na explicação da atividade final para
que o processo de construção fosse mais acessível. O momento do lanchinho também
foi importante para revigorar nosso cérebro para mais discussões. Um ponto que
poderia melhorar mas que percebi que não foi só da minha parte foi a interação
no blog entre os próprios colegas da turma e com o professor também, isso poderia
ser melhorado mas que a ação parte de cada um de nós para responder, talvez
pelo ritmo intenso da atividade com as leituras e construção de uma forma de
tecnologia...enfim não tenho a causa assertiva do porquê.
Sobre o Professor Fernando, eu tenho muita admiração, pois mesmo sem o conhecer pessoalmente mas por ter visto e gostado muito do currículo dele e com as pesquisas em que ele estava envolvido, eu coloquei o nome dele para ser meu possível orientador no projeto de seleção do doutorado. Nas aulas sempre com alguma surpresa boa como forma de dinâmica para melhor entendimento do assunto e que quero reproduzir algumas delas para meus alunos. Alguns “puxões de orelha”, mas que fazem parte para que saíssemos da zona de conforto e que foram importantes pois nos desafiava e como explica na teoria Flow, era preciso para que fosse gerado o aprendizado.
Enfim, posso dizer que esses cinco meses foram intensos, rico de aprendizados e reflexões e que fica o gosto de “quero mais” para estudar, nos aprofundarmos e aprender mais sobre as tecnologias aprendidas e para as novas que irão surgir.
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